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O REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação é um mecanismo que trata basicamente da redução de emissões do carbono florestal para mitigar as mudanças climáticas. O REDD é um mecanismo que tem potencial não só de abordar as mudanças climáticas, mas também de contribuir para a conservação da biodiversidade e sustentação de vários serviços ambientais, como por exemplo a protecção de bacias hidrográficas e a regulação de cheias e inundações. A ideia básica do REDD é que os países dispostos e em condições de reduzir as emissões por desmatamento e degradação florestal deveriam ser recompensados financeiramente por faze-lo. Moçambique é um dos vários países que manifestou a sua disponibilidade em aderir ao REDD. Com o REDD, as florestas são vistas como valiosas em pé do que derrubadas, as comunidades e os produtores locais podem ser remunerados por conservarem as suas florestas e, assim contribuir para a erradicação da pobreza nos países onde ocorre a maioria do desmatamento e predominam cenários de pobreza, além de reduzir as emissões de carbono. A investigação ecológica e ambiental joga um papel importante para a implementação do REDD em Moçambique. Alguns dos trabalhos em curso ou terminados na UEM e relevantes para o REDD, incluem: (i) Avaliação do estado de conservação das reservas florestais de Moçambique
(ii) Análise dos modelos de gestão comunitária das reservas florestais
(iii) Estimativas das taxas de desmatamento e degradação florestal na região do Corredor da Beira
(iv) Funções de biomassa e carbono para as florestas de miombo; (v) Estimativas de emissões de GEE pelo uso de lenha e carvão em Moçambique
(vi) Crescimento de árvores em projectos de reflorestamento com espécies nativas
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